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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Filmes alternativos fazem sucesso nas bilheterias

Cineastas norte-americanos independentes desenvolvem nova vanguarda na sétima arte

                                                Frances Ha – Greta Gerwig, Michael Zege e Adam Driver

Assim como a maioria das vanguardas artísticas, o cinema Mumblecore rompe com características usuais da realidade vigente, como os blockbusters Hollywoodianos, e aproxima-se do cotidiano jovem. Fundamentados em diálogos extensos e improvisados, as histórias se desenvolvem de maneira descompromissados e simples, sem pretensões aparentes para seduzir o espectador, no entanto logo sequestram suas atenções pela temática comum a vida habitual com grande poder de identificação.
O movimento cinematográfico começou a se desenvolver em 2001 com um pequeno grupo de jovens cineastas impulsionados pelas facilidades da tecnologia digital e pelo desejo de inovar nos assuntos abordados. Não demorou muito para esses filmes, sempre curtos e baixos orçamentos, tornassem-se muitos populares na cultura underground.
O primeiro filme lançado comercialmente foi “Funny Ha Ha” de Andrew Bujalski em meados de 2002, o qual obteve repercussão e prestígio na crítica. Normalmente rodados em 16 milímetros de filme, as obras permeiam o contexto jovem de amadurecimento e perda da inocência, com roteiros flexíveis muito abertos para mudanças e improvisações durante as filmagens, aproximando-se ainda mais da própria realidade.
As bases do Mumblecore são diretores clássicos conceituados no meio artístico como Bergman, Goddard, Rohmer, e também contemporâneos como Woody Allen e Noah Baumbach. Este por sua vez dirigiu “Frances Ha” estrelado pela maior representante da vanguarda Greta Gerwig, que após o sucesso entre cinemas alternativos passou a ser veiculado nos cinemas de todo mundo.
Outro motivo pela popularização do movimento foi a exibição da série Girls na HBO, a qual é inteiramente escrita, dirigida e interpretada por Lena Dunham, e destacou-se dentre as grandes produções do canal. O programa de mais de 850 mil telespectadores ganhou o Globo de Ouro de melhor comédia em 2013 e já está na terceira temporada.



                                                                       Gustavo Minho

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A RUA COMO MEIO DE EXPRESSÃO DA ARTE

Os artistas de rua fazem parte da nossa cultura e de muitos países, e são eles que amenizam a correria e o estresse em suas apresentações divertidas



    Todos os dias, seja nos calçadões, nas ruas, nos semáforos de qualquer cidade, somos pegos de surpresa por uma apresentação, por movimentos, por roupas coloridas e instrumentos que nos chamam a atenção e nos fazem ficar fixos e admirados por tanta habilidade e carisma. Falo aqui dos vários artistas de rua que circulam as cidades de todo o mundo e que, como qualquer outro trabalho, é digno e deve ser constantemente respeitado.

“A arte é essencial para as crianças”
  
   Os artistas de rua vivem para mostrar suas artes, suas habilidades e sua alegria, e são várias histórias que circulam por nossas ruas. Carlos Solé, de 45 anos, Ribeirão Preto, interior de São Paulo, se forma este ano no curso profissionalizante na Escola de Circo de Londrina - PR, que possui quatro anos para sua conclusão e que conta com uma equipe de sete professores. Começou a quinze anos, no início das chamadas festas Trance, “Raves”, na parte de montagem de cenários. “Nesta época eu já tinha esse link com malabarismo, na Europa já era assim nas festas raves, o pessoal joga malabarismo, é bem comum, e veio pra cá também esse link com malabarismo “né”. Aí eu vi umas pessoas, comecei a me interessar. Comecei de curiosidade a jogar e jogar e comecei a gostar cada vez mais, me apaixonar, treinar, treinar, comecei até fazer showzinho dentro das festas que eu montava, me davam um espaço (...). Nesta época eu conheci um produtor, começou a namorar uma brasileira, começou a vir para o Brasil, conheceu o meu patrão na época e gostou muito de mim, do meu trabalho e tal, me deu a chance de ir pra lá “né”, eu fui pra lá, morei três anos e aí fui me especializando cada vez mais (...)”, ressalta.   Carlos conta que quando começou foi muito autodidata, mas que somente 10 anos depois foi cair em uma escola profissionalizante, aqui em Londrina.

    Carlos se apresentou muito nos semáforos das ruas, mas que hoje se apresenta pouco, por conta da formatura do curso na escola de circo e das aulas que também oferece, porém garante que o trabalho possui um bom retorno e que começou por conta disso. “Por já ter a habilidade, ter essa paixão por malabarismo, ai “pô” como é que eu faço para poder seguir minha vida podendo jogar malabares, aí começa a experimentar, oh dá dinheiro. Mas também não deixa de ser um laboratório para experimentar coisas novas”, disse.

    Informa que sua preferência é a arte nas ruas por ter uma magia muito legal que é o da surpresa, além do uso da improvisação, que é bem maior. No curso, Carlos aprende apresentações em palcos, e garante que é difícil passar a arte das ruas para um cenário já planejado. “Às vezes o que você faz na rua e quer transferir para o palco, é bem diferente, você já tem uma base, já é um passo adiante porque tem que transpor aqui, já é um caminho andado, mas muda muito, é iluminação, é a música. Na rua você tem essa liberdade um pouco maior “né”, se quiser prolongar um pouco. Já o palco é mais limitado, apesar de existir um pouco de improvisação também”, relata.

    Por conta das crianças, que se encantam facilmente com esses tipos de apresentação e que estão em grande peso nas aulas de circo da Escola, Carlos afirma ser essencial a arte desde pequenos, e que crianças é o grupo em que mais gosta de trabalhar. Este tipo de arte é claro que não agrada a todos, e também não é qualquer tipo de arte que vai receber elogios e atenção do público. “Tem gente que detesta, não só espetáculo de rua como o de palco, tem gente que eu já ouvi mesmo falar assim que é coisa de vagabundo, aprendeu na cadeia, e não está nem falando de um espetáculo de rua, está falando de um circo mesmo”, declara Carlos.

    Entretanto, Solé, se sente muito realizado com o trabalho e a conclusão do curso, mesmo por ter sido para ele um desafio, começando com 41 anos e concluindo com 45, sendo que o perfil dos alunos é de quinze anos.
E esse sentimento de realização também ocorre com Adriano Gouvella, 26 anos, Londrina – PR, estudante de Artes Cênicas na UEL (Universidade Estadual de Londrina) e com Gerson Bernardes, 27 anos, Ribeirão Preto-SP, membro do grupo Triolé Cultural de Londrina.       

Adriano Gouvella, estudante de Artes Cênicas na UEL (Universidade Estadual de Londrina)

    
    Adriano começou este trabalho para a conclusão do curso com sua pesquisa voltada para o claus, o palhaço. “Eu comecei fazendo algumas oficinas com outros mestres, artistas claus daqui do Brasil e me interessei por essa linhagem de trabalho e fui pesquisar a fundo para desenvolver o meu trabalho de conclusão. E esses números, que eu estou apresentando aqui no calçadão, é na verdade pra testar, pra ver o que funciona, o que não funciona, porque eu ensaio durante a semana, pesquiso em sala, em laboratório e depois venho aqui no calçadão para testar com o público”, disse.
Já Gerson começou este trabalho em 2009, mas já vinha fazendo teatro desde criança em escolas regulares e depois em grupos amadores. Está no Triolé Cultural desde o início, em 2010. O objetivo é trabalhar, fomentar, proporcionar arte nos mais diversos espaços, nas mais diversas formas. Temos apresentações de espetáculo de palhaço de rua ou para espaço fechado e contação de histórias”, relata.
"Falta o público ter acesso a esta arte”

    Com todas as apresentações e os estudos, para Adriano o trabalho é cansativo sim “Cansativo é, como todo trabalho” afirma. Ambos participam do Movimento de Artistas de Rua de Londrina (MARL), Adriano desde a criação do movimento, e o grupo Triolé, apesar de um pouco afastados, desde o início participam e acompanham o movimento. “O movimento surgiu inicialmente da insatisfação de alguns grupos de teatro da cidade com a falta de cuidado para com o espaço público, além do cerceamento do direito de se ter apresentações ao ar livre de maneira gratuita, com cobrança por parte do poder público municipal”, ressalta Gerson.
    Seguindo a linha sobre a valorização do público para essas artes, eles acreditam sim serem valorizadas, contudo para Gerson. “Acredito que falta o público ter acesso a arte”, disse.
A visão do público
    Existem diversas opiniões, principalmente sobre um tema como este. Para Clarice de Oliveira de Lima, 47 anos, o trabalho dos artistas de rua é muito importante. “Acho bonito, acho que eles alegram o trânsito, você se distrai vendo, acho muito importante sim”, afirma.
    E quando o assunto é contribuição, a estudante de agronomia Letícia Ariadne, 17 anos, diz ajudar os artistas quando possível. “Pois acho o trabalho que eles exercem bonito e trabalhoso, e por isso eles merecem receber prestígio e respeito das pessoas”, declara.
    Entretanto, não é todos que conseguem exercer uma profissão desta, Marta Machado, 44 anos, diz também achar que a arte nas ruas é importante apesar de haver um pouco de irritação por conta da correria e do estresse do trânsito, mas que a maioria das vezes são muito bonitas as apresentações, pois relaxa e acalma. Entretanto, não conseguiria passar por uma experiência desta, em ser um artista de rua. “Não, eu acredito que não conseguiria, eu acho muito difícil, e acho que a pessoa já nasce com o dom de artista, e eu nunca tentei fazer algo assim de diferente, então eu particularmente não conseguiria”, afirmou.
    Na visão da estudante de Artes Cênicas na UEL, Letícia Moura de Oliveira, 17 anos, assim como para os outros entrevistados, o trabalho dos artistas de rua é sim de grande importância para a sociedade. “Qualquer atividade cultural é de suma importância para a nossa sociedade. A arte de rua é um meio de se expressar usando alguma manifestação artística que atinge um grande número de pessoas, independente de sua classe social. É uma arte livre, independente, não há marginalização social no quesito cultural. Além de bonito, esteticamente falando, é de uma beleza cultural, política e emocional”, declara.
    Letícia escolheu artes cênicas por um primeiro contato com o teatro, que foi sua paixão a primeira vista, e diz que ainda é muito cedo para dizer qual ramo pretende seguir. “Acredito que esteja muito cedo para escolher qual ramo seguir, a artes cênicas, é um ramo muito amplo, como estudante quero experimentar essas várias vertentes e não escolher apenas uma para fazer, acredito que me privando de outros ramos me fará uma artista medíocre, acho válido e interessante saber incorporar vários elementos, por isso acredito que não seguiria apenas uma área, seguiria a arte como um todo”, disse.
    A arte são manifestações que emitem ideias e emoções, e que de qualquer forma estará presente em nosso meio, em nossa sociedade, pois ela está ligada a liberdade, sendo nas ruas, a de se expressar.

Matéria de: Amanda Machado

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Música & Fotografia juntas em um projeto realmente inspirador

Essas duas artes se uniram para dar forma a esta incrível iniciativa.

 Todo mundo tem aquela música marcante que fez parte de algum momento especial de sua vida, esta é a afirmação relatada pelo fotógrafo londrinense, Luiz Augusto Rodrigues. Rodrigues nasceu na cidade de londrina e teve contato com a fotografia na Inglaterra, lá ele viveu durante sete anos de sua vida e se graduou. Quando voltou a cidade de londrina o fotógrafo notou que não se via muita criatividade no campo fotográfico por aqui, tudo era muito parecido e por mais que fossem bem feitos, ficavam em meio à invariabilidade. 

Foi então que certo dia Luiz olhou para o seu braço, onde tem uma tatuagem com um trecho de uma música dos Beatles: ”There will be an answer...Let it be!”, e teve a seguinte idéia: ”Eu vou escrever letras de músicas no corpo das pessoas”, afirmou o fotógrafo. O objetivo destas fotos seria ajudar os anônimos, ou aquelas pessoas que não trabalham como artistas e tem certa dificuldade em se expressar, a expor seus sentimentos, através de uma frase musical. Rodrigues escreveu no dorso da mão a frase “I admit it's getting better” e tirou uma foto de si mesmo, ”Foi quase como um desabafo”, afirmou, e esta imagem se resultouno inicio de algo que futuramente acabou se concretizando em um livro, titulado como: Música na pele.
 No começo era para ser somente uma brincadeira entre amigos ,após tirar as fotos e postar na internet o fotógrafo não imaginou que a repercussão das imagens alcançaria uma quantidade tão grande de pessoas como conseguiu atingir, segundo ele até o dia 07 de julho de 2013,  já haviam sido tiradas um total de 650 fotografias. Entre os "clicks" já realizados estão presentes também as fotos de alguns artistas, Lobão, Zeca Baleiro, Haroldo Ferreti do Skank, André Jung do Ira, Canisso dos Raimundos, Fernando Anitelli da trupe O Teatro Mágico, entre outros.
Entre as centenas de pessoas que fizeram parte deste projeto, duas delas relataram um pouco como foi passar por esta experiência, Luana Sorgi é estudante de jornalismo e mora em londrina. Ela  afirma que  teve um pouco de vergonha ao fazer a fotografia, entretanto acabou tirando a foto e achou o resultado muito bacana, a imagem foi registrada no ano passado.Billy Monster, é músico e também morador de londrina, ele contou que  fez a foto no intuito de  homenagear uma banda da cidade que toca psychobilly, chamada The Brown Vampire Cats.Billy Monster ainda confessa que achou o trabalho do fotógrafo realmente incrível, “O Luiz  é muito gente fina e o seu trabalho é realmente muito bom” afirma o musico.
 Pessoas que adquiriram o livro também expressaram opiniões referentes ao projeto, Deise Manhi moradora de Rolândia é vestibulanda de biblioteconomia, ela afirma nunca ter presenciado até hoje um trabalho fotográfico tão criativo, e conheceu o projeto através de uma amiga que o apresentou em uma rede social, Deise sentiu a necessidade de ter uma cópia de algumas daquelas imagens guardadas para si e acabou comprando o livro e não se arrependeu  da aquisição, “Todo mundo é movido a música e sempre tem  aquela canção marcante , com algum significado especial”, afirma a estudante. Arthur Brum jornalista atuante na cidade de Rolândia, também teve acesso ao projeto de Rodrigues, e considera as imagens fotografadas verdadeiras obras de arte, o jornalista admitiu ser um amante de fotografia e sempre quando se depara com uma iniciativa inovadora igual a esta, faz questão de registrar sua opinião.
O criador do projeto conta que entre tantas fotos registradas sempre ficam destacadas em sua memória aquelas mais marcantes, com algum significado especial, uma que se encaixa neste contexto é a foto que Rodrigues aparece de braços dados com a sua avó, em que o trecho musical “Somewhere Over The Rainbow”, aparece escrito em ambos, o fotógrafo conta que esta é uma imagem que tem um valor sentimental imensurável para ele.
O projeto não tem patrocínio, nem pretensão financeira, o que algumas vezes acaba criando certa dificuldade em realizar algumas fotos. Entretanto em meio a estas complicações Rodrigues conseguiu finalizar o projeto e lançar o livro, que contém um total de 101 fotografias. A reação de Luiz ao se deparar com sua criação concretizada não poderia ser outra, "Ao ver o livro ali pronto bem na minha frente, entrei em êxtase total, era como observar o nascimento de um filho", finalizou o fotografo.

Veja algumas fotos:














Não poderia encerrar este post sem fazer a pergunta que integralmente envolve o projeto: O que seu corpo cantaria? 

E quem quiser saber mais a respeito acesse a pagina do projeto no Facebook.

sábado, 19 de outubro de 2013

Contexto

Noite no tabaco

O vento quebrava as tentativas dele acender o cigarro, perturbava a chama do isqueiro e sorria pelo fracasso. No entanto, uma hora cansou-se da brincadeira, e permitiu a Nillo fornecer vida, para seu cigarro. Estava frio, gélido e fugaz. A forma enregelada do tempo mais desconfortável, período de transição, ventania e baixa temperatura. A fumaça crepitava em tremulações cintilantes e sedutoras. Luzentes seres de brilho opaco e movimentos dançantes. Reluzentes relances do etéreo encarnado. Ao mesmo tempo em que cumpria todo esse ritual, apenas escorregava dos três términos vermelhos incandescentes.
Junie envolvia-o em toque tácito e histórico, tão natural quanto artístico. Cinematograficamente ensaiado. Uma delicadeza imagética que resplandecia sua bela aura pensante, que pensante. Lupino, por sua vez, fazia do trago ato voraz e ansioso. Expelia a fumaça com a força de cada alvéolo; saia corrida e apressada, como se estivesse sendo expulsa de sua função amenizadora.  Nillo, entretanto, balançava exaltado o cigarro entre os dedos, toques ordenados na harmonia insana da vida. Em cada batida, uma nova ideia, e uma nova cinza que morria.
Formávamos um grupo diverso, e dessincronizado. Com o questionamento evidente sobre o elo de vínculo interpessoal pulsando sedente e curioso. Uma garota de saia xadrez, sapatilha e cardigam, recém saída de algum filme francês, ou qualquer outro europeu. Um garoto de roupas extremamente informais para a ocasião, que esclareciam sua falta de alienação e desapego a regras sociais fúteis. Um jovem de tendências roqueiras de camisa xadrez e jeans apertados. E enfim, eu, botas marrons e cabelo comprido penteado em algo como Elvis. Talvez fosse a excentricidade, ou tamanha diferenciação ao meio, no entanto, estávamos em nosso grupo, em nosso meio.
A noite pesava sobre nós, tão obsoleta e invasiva, indiscreta e inquietante. Associava-se ao frio e a fumaça dos três cigarros para formar um ambiente onírico. Surrealismo de paisagem concreta. Uma transição entre Dali e Monet. Névoa cinza e azulada rodava e se torcia em ondas sinuosas para, enfim, se perderem no céu negro e frio da noite.

A conversa fluía em mesmo tom e sintonia, em constantes regências artísticas, teóricas e conspiradoras. Uma composição familiar como tantas outras prosas perdidas pelo tempo, descompromissadas, seguras e complexas. Confissões e comicidades se entrelaçavam no teor da intimidade memorial, incrível e impecável. A nossa bolha contra o mundo. Nossa lata desolada.

*Esse é um excerto de meu primeiro livro, Gauche, espero que gostem.

Gustavo Minho

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Artista desenha rostos de atores famosos sem tirar a caneta do papel

O processo de desenho de rostos envolve uma série de etapas: formato da cabeça, olhos, nariz , cabelo e normalmente são construídos aos poucos, para que tudo saia simétrico e similar ao modelo.Mas o artista ucraniano Farid Danialov usou um método bem diferenciado para desenhar várias celebridades do cinema. Ele replicou rostos de atores famosos com uma técnica em que ele não tira a caneta esferográfica do papel até finalizar a obra, criando retratos criativos cheios de linhas e mostrando cada artista de forma realista e com expressões diferentes.
Confira abaixo os desenhos de alguns atores famosos de Hollywood:

Will Smith

Without taking the pen off!!! #Celebrities #Art #fanart #WillSmith

Samuel L. Jackson
Sem tirar a caneta fora!  # Gente # fanart # arte # samuelljackson

Leonardo DiCaprio

Without taking the pen off!!! #fanart #Art #Celebrities #leonardodicaprio

Johnny Depp

Without taking the pen off! #Johnnydepp #Art #fanart #Celebrities

Eddie Murphy

Without taking the pen off! #eddiemurphy #Art #Celebrities

Rowan Atkinson (Mr. Bean)

Without taking the pen off! #rowanatkinson #Celebrities #Art

Se sentir interesse confira estes e outros desenhos do artista ucraniano aqui.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Para reduzir violência escola demite seguranças e contrata professores de arte



Tudo começou quando a escola Orchard Gardens localizada no estado americano de Massachusetts , foi considerada uma das cinco piores do estado americano. Os diretores chegaram ao ponto de proibir que os alunos levassem mochilas por medo deles trazerem armas escondidas.
Em 2010, a instituição entrou para o programa Turnaround Schools, uma iniciativa do Governo Federal para recuperar instituições em dificuldade. Para assumir a nova etapa, um novo diretor foi contratado, o também professor Andrew Bott e uma das suas primeiras ações foi muito corajosa: ele demitiu grande parte dos funcionários de segurança e, com o dinheiro, reinvestiu na contratação de professores da área artística.

As paredes dos corredores viraram muros de exposição, os entulhos que se acumularam durante anos no estúdio deram espaço às aulas de dança e a orquestra voltou a tocar. De acordo com Bott, o contato com as artes deixou os alunos mais motivados e com maior espírito empreendedor. Grande mudança para uma escola que antes era conhecida como a "matadora de carreiras" dentro da rede estadual de Massachusetts.

O resultado? Em um período de, aproximadamente, dois anos, a escola saiu doz ranking das piores instituições de ensino público do estado para se colocar entre as melhores. A violência diminuiu drasticamente e o sucesso da nova gestão trouxe o reconhecimento para a Orchard Gardens. Um grupo de crianças até se apresentou para o presidente Obama, na Casa Branca.

escola-tres.jpg

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Este é o diretor da escola :Andrew Bott
Orchard Gardens diretor Andrew Bott
Confira o vídeo sobre a iniciativa

Encontrei esta linda notícia aqui e isso demonstra que a arte transforma as pessoas e que algumas mudanças  podem fazer uma diferença enorme em nosso modo viver!!!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Contexto

O sentido das palavras



O tempo todo é um estranho e completo desentendido, uma comédia opaca de simples palavras e sentidos complexos, uma farsa indestrutível de fios invisíveis e rumores permanentes. Somos poucos, somos escassos, e somos todos iguais. Perdidos em uma confusão austera e obscura na esperança de ter se libertado, de se livrar da venda. No entanto, não existe venda, apenas discos televisivos posicionados em nossos globos oculares para vermos o mundo da perspectiva real, o real imposto. Somos poucos, somos escassos, somos ingênuos. Tolos incontáveis, iludidos por sonho caído, uma bandeira rasgada ou um hino morto. Gritamos com vozes fortes, mas de ideologias fracas.

E se isso te incomoda, se atormenta os sonhos pueris, sinta-se a vontade para ignorar e criar novos. É o que sempre fazemos. A cada nova ideologia, a cada novo pensador, não há mudança significativa ou inovação revolucionária, continuamos os mesmos, nos mesmos lugares, em segundos diferentes. Deja ju existencial. Uma hipocrisia cega e mentirosa, fútil e banal. Agora vá viver sua vida, a nossa vida tosca.

Gustavo Minho

sábado, 28 de setembro de 2013

Entrevista

Entrevista com David Wang


O exímio artista e Conselheiro Municipal da Arte David Wang, conversou com a Revista Avante sobre suas obras, inspirações e processos criativos. Também, dá conselhos aos que querem entrar no mundo da arte. Para conhecer os trabalhos dele, acesse www.davidwangpen.blogspot.com.br/


Avante - Por que a escolha de New York como tema para sua nova série de quadros?
David - Tecnicamente falando, como a luz não incide diretamente lá, forma-se ângulos perfeitos para a pintura. Sobre o tema, escolhi New York pela nostalgia. Uma grande característica do meu trabalho é o foco, o porquê do quadro. Eu pinto diversos temas: animais, paisagens urbanas, figuras humanas... Mas sempre vejo o tema como ferramenta, algo que uso para me expressar. No entanto, o objetivo principal dos quadros é a emoção. Quando o quadro está exposto, quero que o observador sinta o que senti. Isso sim é minha grande satisfação, é o que defino como obra de arte.

Avante -  Como se alcança essa precisão quase fotográfica de suas pinturas?
David - Na pintura existe o realismo, o hiper-realismo, e o realismo moderno. Eu não me consideraria um realista, nem um hiper-realista. Tento expor em minhas telas o que enxergamos, então nem sempre, precisa ser algo minucioso. Nós vemos manchas, luzes, cores, espaços. Isso é uma interpretação da maneira como enxergamos. Costumo dizer que minhas pinturas são irracionais. Executando a obra, eu não vejo nada como figura. Faço enxertos como luz, sombra e cores. E é por isso que é irracional, por causar uma sensação. O pintor sempre tem seus truques, e precisa usá-los bem para fazer o espectador enxergar o que o pintor quer. Meus quadros, então, são vários efeitos ópticos, que aparentam ser de verdade, mas, não foram feitos com a intensão de ser um hiper-realismo.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Não nos contaram - Martha Medeiros





Hoje é o momento ideal pra falar de sacanagem. Mas nada de ménage à trois, sexo selvagem e práticas perversas, sinto muito.

Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente.

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.

Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.

Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.

Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”, duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava.

Não nos contaram que isso tem nome: anulação.

Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.

Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.

Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Ah, nem contaram que ninguém vai contar.

Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz se apaixonar por alguém.

(Nota: o texto não é de John Lennon)

Martha Medeiros

terça-feira, 21 de maio de 2013

Contexto


 

O frio da morte

Aquele escuro, sombrio que me vedava os olhos, uma vontade imensa de sumir, mostrando cada vez mais a minha pequenez diante de tudo.
Sentia-me sugada, incapaz de levantar, como se existissem enormes correntes me paralisando.
E nada se mostrava a meu favor, sussurros atormentavam o silencio da minha mente, uma dor surreal, pronta para me destruir de vez, me ver no chão, esquecida com o rolar da noite, com o passar do tempo.
E nada machucou mais, quando em um certo ponto, me entreguei, fechei os olhos, me abracei ao medo, nos fizemos um. Tão depressa, fazendo finalmente meu peito se silenciar com uma paz estranha...
Em questões de segundos, fui levada, sumindo... Sumindo... E enfim, tudo se acalmou.

Por: Larissa Mariano

Mãe


Ao deitar ali, bem ali, experimentei a sensação mais deliciosa desse universo.
Algo como algodão, porém mais leve, protetor, onde sumira todas as minhas preocupações, medos, angustias, como se fosse um lugar protegido de sentimentos ruins. 
Nunca mais sairia de lá, Por que tenho? A rotina me chama, os problemas, as responsabilidades...
Mas, a minha unica vontade é de ficar, no colo, não um colo qualquer, colo de mãe, com o melhor cafuné...
Algo tão bom, quanto bolo de chocolate. Que mesmo em dias ruins, nos renova e mostra que tudo passa, que a vida é feita de altos e baixos, e acreditem, ela vai estar lá, dando apoio, segurando a nossa mão e mesmo que a idade chegue, seu colo vai ser sempre o único lugar onde o aconchego nos espera.

Por: Larissa Mariano

Contexto



Borboleta

Era inverno e eu estava ali, sentada olhando pela janela as pessoas indo e vindo. Parecia tudo tão distante de mim, fora do meu alcance...
Foi quando um ser entrou pela a única passagem na qual eu me permitia com o o mundo.
E de repente o sorriso tomou conta do meu rosto, fixei o olhar naquela coisa, bonita... é bonita e estava diante dos meus olhos...
Era como se viesse me trazer algo, me mostrar que as pessoas lá fora, de uma certa forma, fazem parte de mim.
Comecei por um instante, delirar, imaginar eu junto a elas, foi quando senti algo no meu cabelo, magnifico. Ela estava junto a mim, sem ter um porque, me senti forte novamente, olhei meu reflexo em um espelho velho que guardará a anos, saí do meu casulo, transformada, buscando caminhos, que antes não eram tão reais.
E assim eu fui, como a linda borboleta, aproveitando o tempo como se fosse a ultima coisa a se fazer.

Por:  Larissa Mariano