O Grande Gatsby - Baz Luhrmann
É evidente que ao assistirmos um
filme baseado em um livro, retomamos aquela velha imaginação que criamos para a
história deste. O fato de “O Grande Gatsby” ser um clássico da literatura norte
americana não alterou esse fenômeno. O filme por sua vez é constituído como uma
grande experiência visual, por conta da efervescência da década de 1920 – muito
bem retratada por F. Scott Fitzgerald– há um grande enfoque na velocidade da
obra, em algumas partes, principalmente no começo, o filme é entremeado de
pequenas cenas, pedaços rápidos de imagens simbólicas e polissêmicas, quase um
trailer ou um clipe musical. Entretanto em seu desenvolvimento, o tempo se estende,
e a câmera tende a diminuir a velocidade, atendo-se a pequenos detalhes de
cenário ou atuação.
Além disso, uma explosão de
recursos visuais é criada para expor ao público a obra de Fitzgerald. Assim a
mansão de Gatsby (Leonardo DiCaprio, vizinho
de Nick (Tobey Maguire), possui uma imensidão de janelas luminosas, portas
imponentes e tantos outros efeitos gráficos. A direção de Baz Luhrmann é
competente e estranha – o que já era de se esperar, pelo recorrente exagero,
tão presente em sua obra - estranha, mas
não do tipo esquisito, apenas alternativo. É uma quebra parcial do esperado
para um filme comercial, uma desconstrução formal no processo de assistir à
obra.
Um grande destaque pela mídia foi
a trilha sonora recheada de grandes artistas de muito reconhecimento, mas não
entrarei aqui neste âmbito, não julgarei qualidade ou “desqualidade” musical,
só posso afirmar que algumas se encaixam exatamente com o momento da história,
outras destoram-se visivelmente do esperado para a cena.
Por ser uma mega produção
hollywoodiana, era evidente que se encaixaria em uma categoria superior a leva
de tantos outros filmes, no entanto possui alguns atributos pessoais que acrescentam corpo e autonomia para a posição
da obra. Uma experiência visual diferente e ao mesmo tempo interessante.
Gustavo Minho


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