sábado, 5 de outubro de 2013

Pessoas invisíveis

Assistir, transitivo indireto. Iludir, transitivo direto.



O sol crepitava no chão e no ar, assim como em todos os corpos de outubro. Tão quente que lufadas febris se depreendem de todos os lugares expostos a ele, ou mesmo dos ambientes não refrigerados artificialmente. Contudo, ela está lá, no início da escada de poucos degraus, ao lado daquela rampa imensa, ambas desembocando na porta vítrea de um renomado Banco em Londrina. Aquela, cada vez que aberta, libera um suspiro gélido que escorre como um segundo de alívio, porém logo o equilíbrio se desloca novamente para esquerda na intensidade total do aquecimento.


O foco textual, entretanto, não se prende nisso, mas sim, apesar da extremidade do calor, aquela senhora, sentada no início da escada, é invisível. O fluxo de clientes nunca para, contínuo e inesgotável, no entanto, preferem a rampa que prolonga as gotas de suor, mas é segura, à rápida escada “poluída”. Poluída pela representação da desigualdade, pelo estorvo de fazê-lo elaborar desculpas para sair do banco sem dinheiro, por quebrar a ironia do “American Dream”. Aos que arriscam a descida mais curta, normalmente estabelecem o descaso explícito, a degradação representada com exímio, e ignoram aquilo diante de seus olhos, que neste caso nunca se abaixam, matem-se fixos à frente retilineamente cegos.

Gustavo Minho

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sorteio do livro Morte Súbita

SORTEIO!





A Revista Avante vai sortear o livro Morte Súbita de J. K. Rowling! Participe até o dia 7 do mês de novembro, você não vai querer perder, né?!

Para participar, basta seguir as instruções abaixo:

  1. - Acesse ESSE LINK e preencha o formulário com seu nome e e-mail para contato, são obrigatórios. SE NÃO PREENCHER NÃO ESTARÁ PARTICIPANDO DO SORTEIO, DEVE PREENCHER O FORMULÁRIO!
  2. - Curta a NOSSA PAGINA 
  3. - Curta e compartilhe ESSA PUBLICAÇÃO . É obrigatório para a participação do sorteio.



Prontinho, você já está concorrendo! Corra, o sorteio já está valendo!

http://revistaavante.blogspot.com/

*O vencedor do sorteio terá até 48h para entrar em contato conosco, se caso não ocorrer. Acontecerá um novo sorteio.

Pequenas casas, grandes espaços

A contemporaneidade trouxe consigo muitos adventos que contribuem para uma melhora na qualidade de vida, entretanto, também é fator principal para a diminuição do espaço da maioria das casas e apartamentos disponíveis no mercado. Por essa razão, muitas pessoas que moram nesses lugares decidem otimizar os espaços disponíveis acrescentando mais de uma função para quase tudo na casa. Os vídeos abaixo são alguns exemplos muito criativos e inteligentes de como viver muito bem em apenas 16, 20, 25 metros quadrados.




Aqui estão também algumas fotos de casas e apartamentos os quais o espaço é realmente bem utilizado e a decoração é ótima.





Gustavo Minho

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A evolução do tempo na carreira de personalidades da música

"A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer..."
Envelhecer - Arnaldo Antunes

Uma série de imagens selecionadas pelo site Hollywood Lollipop compara diferentes momentos da carreira de alguns dos grandes nomes do rock. O interessante de colocar essas fotografias lado a lado é poder perceber claramente a diferença no amadurecimento de cada uma das celebridades.

1) Mick Jagger


2) Bono Vox


3) Alice Cooper


4) Axl Rose


5) Bruce Dickinson


6) Charlie Watts


7) David Bowie


8) Gene Simmons


9) Iggy Pop


10) James Hetfield


11) Johnny Rotten


12) Jon Bon Jovi


13) Keith Richards


14) Meat Loaf


15) Ozzy Osbourne


16) Robert Plant


17) Rod Stewart


18) Slash


19) Steven Tyler


20) Sting

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Contexto

O sentido das palavras



O tempo todo é um estranho e completo desentendido, uma comédia opaca de simples palavras e sentidos complexos, uma farsa indestrutível de fios invisíveis e rumores permanentes. Somos poucos, somos escassos, e somos todos iguais. Perdidos em uma confusão austera e obscura na esperança de ter se libertado, de se livrar da venda. No entanto, não existe venda, apenas discos televisivos posicionados em nossos globos oculares para vermos o mundo da perspectiva real, o real imposto. Somos poucos, somos escassos, somos ingênuos. Tolos incontáveis, iludidos por sonho caído, uma bandeira rasgada ou um hino morto. Gritamos com vozes fortes, mas de ideologias fracas.

E se isso te incomoda, se atormenta os sonhos pueris, sinta-se a vontade para ignorar e criar novos. É o que sempre fazemos. A cada nova ideologia, a cada novo pensador, não há mudança significativa ou inovação revolucionária, continuamos os mesmos, nos mesmos lugares, em segundos diferentes. Deja ju existencial. Uma hipocrisia cega e mentirosa, fútil e banal. Agora vá viver sua vida, a nossa vida tosca.

Gustavo Minho

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Contexto

Raros e Corajosos


Demasiadamente vive com pressa , sem tempo para a vida para o outro ,  quase nunca se acolhe devagar em algum canto da casa para refletir os acontecimentos, pois o excesso de trabalho o dominou de tal forma que já  não lhe sobra tempo para uma própria analise.
E essa constante azáfama quase sempre é por negócios por moedas , é raro ser por emoções...isso emoções, se lembra?...essas coisas que passam por nossa alma e coração, quase nunca se tem pressa por ela, é lamentável ela estar tão rara entre nós , definitivamente é quase um pecado.
Ah e quem se propõe a viver de sentimentos em tempos contemporâneos? Os loucos? Os poetas? Não se sabe , eu tenho por mim que estes sejam os corajosos!

Les temps sont durs pour les rêveurs

Falta de tempo. Desde que o mundo é mundo a falta de tempo é o novo preto. Ou nude. Ou laranja que é definitivamente a cor da próxima estação.
Primavera/Verão, Outono/Inverno. Nunca sai de moda.
Tão clichê quanto uma música dos Titãs, ankle boots ou este texto aqui.
Na verdade não é a falta dele que nos impede de fazer um monte de coisas e dar rumo a tantas outras. Apenas seu “mau aproveitamento” que transforma, algumas vezes, o que há de mais importante em tempo perdido. Mas o que é tempo perdido se o tempo é diferente pra quem ve a hora passar e pra quem não vê a hora dela passar?
O tempo decorrido, passado, findo tem uma tradução diferente da matemática definição dos dicionários para aqueles que gastam poucas horas, ou minutos do dia, observando a calma corrida entre as nuvens.
Contar minutos pra quê se o tic tac do relógio é uma eterna vuvuzela com hora marcada? Tem horário pra acontecer... o vento soprando as nuvens, não.



O tempo decorrido, passado, findo tem uma tradução diferente da matemática definição dos dicionários para aqueles que gastam aquilo que perderam, lamentando o que não pode voltar. Dezenas de aniversários de morte da bezerra regados a muito choro de lamentação. É... a ponto de fazer secar o salgueiro chorão que nasceu ali.
São tão efêmeros os pequenos prazeres e tão eternas as lamentações.
O tempo é uma borboleta. É dentro da gente que essa medida de duração dos seres sujeitos à mudança da sua substância ou a mudanças acidentais e sucessivas da sua natureza, apreciáveis pelos sentidos orgânicos, nasce e se transforma naquilo que casulo nenhum é capaz de conter ou tornar cativo.
Epifania do acaso de um breve momento.



Esse texto foi escrito por Kátia Sandrin