quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Contexto


Quem eu sou?!





Sai de mim! Ó, que beleza, pude ver o quão havia perdido, por estar trancado as minhas ideias, vontades mesquinhas, fúteis.
Senti o calor do toque, o olhar misterioso, o vento da brisa, o cheiro da flor que vivia logo ali, na esquina onde pessoas passavam o dia jogando conversa fora.
Tive vontade de sair experimentando, ser um pouco de Dona Maria, que sempre fazia seu lindo tricô, vontade de ser o Pedro, que chegava sempre atrasado para o almoço e logo voltava ao trabalho...
Fui tentando entender quem eu era, caminhando, juntando os pontos, analisando...
Quando percebi, la estava eu no ponto de partida e percebo que está minha minha procura será eterna, pois só a vida me trará respostas, sendo estas muitas vezes confusas, doloridas, que vão se tornando tudo o que eu sou e vou ser um dia.


 Postado por: Larissa Mariano

Ventura

O modo da moda



 Inaugurou-se em Paris, a, “Mannequin le corps de la mode”, exposição que retratara a evolução da profissão de modelo. Profissão, a qual teve início no século 19, mas só começou a ganhar importância nos anos 20, popularizada pelo capitalismo norte americano. Nessa época a função da modelo era auxiliar as costureiras no feitio da peça e desfilar apenas para as clientes de algumas lojas.





















Em 1930, com o aprimoramento das técnicas fotográficas, as imagens passaram a ser mais elaboradas, com posições e roupas mais ousadas. A estética também acompanhou o desenvolvimento da carreira, na década de 40 a mulher era voluptuosa, saliente e de sorriso a postos para combater a tristeza das guerras. Nos anos 50, a modelo é jovem e com traços andrógenos. A partir de 1990, surgiram as “Supermodels”, modelos milionárias de fama internacional, reconstruindo um novo estereótipo para os padrões corporais femininos.




A exposição possui mais de 120 imagens de vários fotógrafos renomados no meio da alta costura. Além de vídeos e manequins representativos de cada etapa do progresso da moda. O evento após Paris, segue para a Inglaterra.

Gustavo Minho


Contexto

Meu encontro com Toquinho...e Vinícius



Abrí os olhos, estava deitada na areia. Era uma praia, e eu nunca estive alí antes. Olhei em volta e não reconhecí o lugar, muito lindo e familiar por sinal. Olhei pra cima e ví uma das imagens mais bonitas, Jesus Cristo de Braços abertos. Enorme, ele nos vigiava e cuidava. Estava no Rio De janeiro.Me sentei, descalça nas areias da praia. Comecei a refletir, somente. Lembrando de momentos marcantes na minha vida, aqueles que me fizeram chorar de tristeza ou alegria também. Quando sinto uma mão tocar levemente meu ombro, olho para trás, e para minha surpresa vejo Toquinho, com aquele sorriso encantador nos lábios. Ele trazia consigo seu companheiro inseparável, o violão. 

Admirada com tal presença pergunto o que fazia ele alí sozinho aquela hora. Estaria também relembrando momentos da vida? E ele com um olhar sincero, me disse:
-"O mar tem muito mistério,
A vida muito segredo.
O mar às vezes assusta
E a vida dá medo."
Sabe Katiuscia, se não enfrentarmos o medo nunca saíremos do lugar.
Eu assustada pensei, como ele saberia meu nome?Mas não precisei perguntar. Em seguida ele disse:
-O Poetinha fica tão feliz em ver gente tão jovem o venerando de tal maneira, como você faz. Eu converso com ele sempre.
Mas como seria possível? Eu acordo, e vejo que estou no Rio de Janeiro, encontro Toquinho me chamando pelo nome e dizendo que conversa com Vinícius de Moraes?
Espantada, perguntei como ele fazia aquilo? Vinícius já não está mais aqui.
E com uma gargalhada deliciosa ele me respondeu:
-A minha querida, vejo que está perdendo seu maior tesouro: seus sonhos! Vamos, sonhe, voe alto!
Ele de repente se sentou em uma pedra e começou a tocar seu violão, brilhantemente. A praia se encontrava estranhamente deserta aquele dia. Estávamos somente eu e ele. Então cantou Aquarela, e no meio da música parou e me pediu para continuar:
Eu então me preparei e continuei : "Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Branco navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul..."

Ele me olhou, piscou e continuou tocando, sorrindo como sempre. 
Não precisou dizer mais nada, eu havia entendido perfeitamente o recado.
Quando a música acabou eu comentei que era completamente apaixonada pela obra do Poetinha, e perguntei se eu também teria a oportunidade de encontrá-lo.
Ele sorriu novamente e me disse que é só eu sentir. Sentir o mar à nossa frente, sentir as flores, sentir o amor, amor esse que o Vininha(ele mesmo disse assim) tanto falava. Mas sentir de verdade, com intensidade, coração batendo forte e lágrimas nos olhos. Me beijou na testa sorriu para mim pela última vez e saiu, seguindo o calçadão que havia próximo à praia.

Passei horas e horas alí, sentada na areia. Adormecí.
E no que foi o melhor dos meus sonhos, ví meu Poetinha bebendo seu wisky e fumando seu cigarro. Declamando poemas, cantando Bossa Nova. Era mais que um sonho, era real! Eu tinha tantas perguntas a fazer, tanta coisa pra falar, que , na hora não pude dizer nada. Fiquei em silêncio observando cada movimento que ele fazia. Cada detalhe. Cada palavra que ele disse. E ele falou muito, por sinal.

Acordei, estava em minha cama. Novamente aqui, no Japão. Me aprontei e fui trabalhar, pensando no melhor encontro que tive na vida!

Katiuscia Mizokami

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Incríveis Imagens Surrealistas

     As imagens que serão apresentadas abaixo são montagens de fotografias com efeitos de edição feitas pelo americano Zev Hoover, de 14 anos. Com a ajuda da irmã na cidade de Natick, em Massachusetts, o adolescente trabalha com a série “Little folk” (Gente Pequena) desde o ano de 2011.
    Em suas imagens surrealistas é possível perceber a proporção dos tamanhos, com objetos grandes e as pessoas pequenas. Em seu blog pessoal, Zev mostra o making off  das imagens. 












Por: Amanda Machado

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Não nos contaram - Martha Medeiros





Hoje é o momento ideal pra falar de sacanagem. Mas nada de ménage à trois, sexo selvagem e práticas perversas, sinto muito.

Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente.

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.

Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.

Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.

Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”, duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava.

Não nos contaram que isso tem nome: anulação.

Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.

Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.

Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Ah, nem contaram que ninguém vai contar.

Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz se apaixonar por alguém.

(Nota: o texto não é de John Lennon)

Martha Medeiros

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Moda Primavera/Verão 2014

                       Moda Primavera / Verão 2014




  Algumas tendências que foram usadas no inverno,irão predominar no verão. Uma delas é o animal print,que são essas estampas de animais,que estão fazendo a cabeça da mulherada.Particularmente amo essas estampas,mas claro,é necessário saber usá-las.
  E aqui vai uma dica: Quando a estampa Animal Print é usada em baixo,na parte de cima procurem usar uma coisa lisa,como nas fotos acima,acho que traz um charme a mais dando destaque apenas em uma das peças.



      E a outra tendência é a estampa Porcelain Print que também era tendência no inverno e continuará com tudo no verão,para essa estampa segue a mesma dica que foi dada na estampa Animal Print. E aí,é só sair arrasando neste verão ;).


  Por: Lais de Azevedo


domingo, 1 de setembro de 2013

Ventura Literária

Precisamos falar sobre Kevin - Lionel Shriver


Existem diversos livros e filmes os quais possuem como temática serial killers, entretanto poucos abordam o que está realmente por trás dessas histórias; relações familiares e escolares, a infância, a adolescência... E assim, sob a ótica de uma mãe de assassino em série, Lionel Shriver constrói o romance “Precisamos falar sobre Kevin”.

Eva Khatchadourian foi uma mulher muito bem sucedida, tanto financeiramente quanto socialmente, mas agora tem que aprender a viver sem essas qualidades, por conta de ações de seu filho mas velho, Kevin Khatchadourian.  No livro essa história é contada por  cartas densas e sentimentais de Eva para seu marido Franklin. A escolha de carta como gênero narrativo foi muito bem empregada pela autora no enredo, pois a pessoalidade aumenta e emoções latentes aos poucos ganham evidência.

O leitor é exposto a toda dor e sofrimento de uma mãe desamparada, e também aos complexos laços e vínculos que permeiam esse tipo de relacionamento. Ao contar sua história, Eva deixa escapar fiapos de uma melancolia extremamente arraigada nos tempos de sua “liberdade”, no entanto também faz questão de relatar seu amor pelos filhos e experiências felizes em família. Uma dualidade bela, imutável e tortuosa.

A delicadeza na forma como autora aprofunda o enredo nos diversos temas abrangentes da obra é um grande destaque. Além da incrível persuasão, que propícia entendimento (compreensão), e de certa forma um posicionamento a favor da mãe do assassino. A cada palavra, um novo fator é adicionado a trama, o que acarreta em outras perspectivas e possibilidades, dessa forma não há como prever corretamente o final da história. Impulsionando a leitura, a sede de saber o próximo acontecimento, e a razão de tudo aquilo. Elegante, intenso e surpreendente.

                                                                              Gustavo Minho